segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

QUE NOTA VOCÊ DÁ AO PREFEITO? PARTE I.


Na semana que passou a equipe de jornalismo da Campina FM entrevistou dez vereadores e pediu que eles avaliassem este primeiro ano da administração do prefeito Romero Rodrigues. Pediu-se, também, que eles atribuíssem notas a gestão municipal. Eu vou analisar essas avaliações e vou, também, atribuir uma nota a administração local. Mas, não esperem que eu atribua uma nota zero, pois sempre se pode encontrar coisas boas em um governo eleito pelo povo. Também não vou dar uma nota dez. Em avaliações quantitativas, numa escala de zero a dez, não se atribui nota máxima, pois a perfeição simplesmente não existe, muito menos na política, onde se vive ao sabor da realidade que em geral se coloca acima de nossos gostos e desejos.


O prefeito Romero Rodrigues discordou dos que avaliaram sua gestão pelos extremos. Ele foi sensato e fez uma média, dizendo que seu governo merece uma nota cinco, pois algumas coisas foram feitas, mas ainda existem muitas ações a serem realizadas. A vereadora Ivonete Ludgério foi mais realista do que o rei e disse que o governo merece dez, pois com dificuldades financeiras e jurídicas inovou pela determinação e coragem. Ela se baseou mais na pessoa do prefeito do que na sua gestão para atribuir tal nota. Ivonete citou melhorias na moradia e a valorização dos servidores, mas seu destaque foi a municipalização do Hospital Pedro I. A vereadora é líder do governo na Câmara, eu não esperava que ela o reprovasse. Mas, dizer que a gestão é perfeita foi um exagero.


O vereador Olímpio Oliveira foi dúbio em sua avaliação. Ele alegou que não podia julgar uma pessoa, em que pese ter sido inquirido para avaliar a gestão, e depois disse que ia atribuir uma nota musical ao governo pelo conjunto da obra em 2013. Ele disse que a nota musical era RE, de retrocesso. Olímpio disse que o governo de Romero gerou uma expectativa de inovação, mas continua fazendo as mesmas coisas do governo anterior, que não se percebe mudanças significativas. Olímpio afirmou que políticas importantes de governos anteriores foram extintas e citou o fechamento dos restaurantes e cozinhas populares. Segundo o vereador, isso seria um retrocesso, pois a segurança alimentar da população pobre estaria ameaçada.


Sendo o vereador Olímpio da oposição eu não esperava dele uma avaliação positiva do governo Romero, mas ele pesou a mão em sua análise, pois não conseguiu apontar qualquer beneficio e só citou um único recuo dessa administração. O que vemos aqui são avaliações motivadas pelos interesses políticos. A situação maximiza sua avaliação, exagerando os feitos do governo, enquanto a oposição minimiza, ou nega, as ações da gestão municipal. Esse jogo nós bem conhecemos.


O vereador Lula Cabral considera válida a tentativa do governo em reestruturar a administração municipal e lembrou a desapropriação do terreno, onde será erguido o 3º Distrito Industrial de Campina Grande, como ação central dessa gestão. Lula Cabral deu nota nove à gestão de Romero e foi longe no otimismo. Ele disse que esta vai ser uma das administrações mais exitosas que Campina já teve.  Só não se sabe se ele estava fazendo um prognóstico ou um mero exercício de futurologia.

 

Metuselá Agra foi realista, deu nota sete e frisou que aprova a gestão. Para ele, seria impensável dar nota dez, pois ninguém é perfeito. Ele procurou ser coerente com o fato de ser do PMDB, que é da oposição. Mas, sua avaliação foi bastante elogiosa. Ele disse que a reorganização da infraestrutura do município e ações na saúde e na educação são um fato, apesar de termos muitas pendências. A análise do vereador foi sóbria e bastante cuidadosa. Ele receou exagerar nos elogios e nas criticas.


O vereador Napoleão Maracajá disse que preferia pontuar algumas observações, ao invés de dar uma nota. É que ele segue tendo que lidar com o dilema de representar servidores públicos e ser de um partido, o PC do B, que é da base aliada do governo. Napoleão disse que no quesito transparência o governo vai muito mal. Para ele a dispensa de licitações e o fechamento dos restaurantes populares comprometem e maculam a gestão municipal em 2013. Como era de se esperar, Napoleão disse que a relação do governo com os servidores públicos é muito ruim devido à expectativa que o então candidato Romero Rodrigues gerou pelas promessas feitas que, por sinal, não teriam sido cumpridas.


O vereador disse que a única promessa atendida foi um reajuste dado à educação e que não há outro fato positivo para os servidores. Como item positivo, Napoleão citou a municipalização do Pedro I, mas insistiu que a gestão de Romero fica abaixo da média. A avaliação de Napoleão Maracajá foi feita bem mais pelo sindicalista do que pelo político filiado ao PC do B. Assim, não se podia mesmo esperar uma visão otimista ou positiva da gestão de Romero. Amanhã, continuarei analisando as opiniões dos vereadores, não esquecendo que ainda não atribui minha própria nota.


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AQUI É O POLITICANDO, COM GILBERGUES SANTOS, PARA A CAMPINA FM.

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Este foi um dos últimos artigos que publiquei: “SOMOS TODOS UM BANDO DE ARAMIS". Neste artigo analiso porque somos avessos à consolidação de nossa democracia. Discuto a contradição de praticarmos procedimentos democráticos enquanto cevamos um ancestral saudosismo de nosso passado ditatorial. Sugiro refletirmos sobre o paradoxo de parte da sociedade usar a liberdade de expressão para pedir um regime que pode acabar com ela. http://www.paraibaonline.com.br/colunista/santos/9920-somos-todos-um-bando-de-aramis---parte-i.html

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