DIRETAS JÁ!

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terça-feira, 15 de maio de 2012

DESENHANDO UM CENÁRIO FUTURO.


Eu disse, na semana passada, que a cena política paraibana deverá ganhar novos contornos num futuro próximo, “já que tudo muda, inclusive a política”. Fiz tal afirmação devido as especulações sobre a possível aproximação entre o PSDB de Cássio Cunha Lima e o PMDB dos irmãos Vital do Rêgo.




Não importa se estamos falando de articulações reais ou meras especulações, aceitemos que a política não é estática e que os cenários mudam de tempos em tempos. Não existem prazos definidos, mas vez por outra os grupos políticos se reorganizam no cenário político institucional, motivados que são por alguns impulsos.




Às vezes o mesmo partido fica pequeno para dois ou mais atores políticos. Foi o caso de Ronaldo Cunha Lima e José Maranhão que em 1998 romperam após um duro embate. Ronaldo foi, com seu grupo, para o ninho tucano e Maranhão ficou no PMDB. Essa foi uma das maiores redefinições político-partidária dos últimos 20 anos.




Outras vezes, lideranças vão ficando sem espaço e criam novas siglas para viabilizarem projetos políticos. Foi o caso recente da criação do PSD, do prefeito Kassab. E tem a situação em que uns chegam ao fim de suas carreiras e outros vão adentrando na cena política, reivindicando espaços de poder. Assim, se reorganiza o espectro político, pois não existem espaços vazios na estrutura de poder e dois corpos políticos não podem ocupar o mesmo espaço.




A questão é: como os atores políticos relevantes da Paraíba podem vir a se situarem num futuro próximo, considerando a necessidade da reorganização. O ex-governador José Maranhão está no fim de sua carreira. Parece que nem conseguirá ser candidato a prefeito de João Pessoa devido a proibições legais.




Com a derrota de 2010, e com a situação que enfrenta, Maranhão pode deixar a cena política. Mesmo que possa pontualmente influenciar algumas decisões. Quem ocupará o espaço deixado por José Maranhão? Seus herdeiros políticos seriam os principais candidatos, se o maranhismo não estivesse, também, em crise. Os irmãos Vital do Rêgo podem ocupar este espaço, até porque são, também, do PMDB. Mas, existe a possibilidade deles se unirem ao senador Cássio Cunha Lima.




Cássio ficaria onde está, com a possibilidade de angariar aliados do porte dos irmãos Vital do Rêgo, mantendo alianças bem estruturadas como a que tem com o DEM. Ricardo Coutinho é candidato a ocupar o lugar de Maranhão. Até por ser centralizador e personalista tanto quanto o ex-governador.




Temos, ainda, os irmãos Aguinaldo e Daniella Ribeiro que mesmo já tendo se aliado aqui e acolá, agora parecem querer um espaço para que possam chamá-lo de seu. Assim, não teríamos mais dois grupos hegemônicos na Paraíba. Passaríamos a ter três. Sendo que o 3º não teria mais o status de alternativa aos outros dois.




Teríamos, então, um primeiro grupo liderado por Cássio Cunha Lima; um segundo pelo governador Ricardo Coutinho e um terceiro pelos irmãos Ribeiro. Mas, esse cenário só se desenharia se Cássio Cunha Lima e Ricardo Coutinho se tornassem adversários e os irmãos Vital migrassem para o lado do Cassismo. Duas coisas que vejo como possíveis de acontecer.

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Este foi um dos últimos artigos que publiquei: “SOMOS TODOS UM BANDO DE ARAMIS". Neste artigo analiso porque somos avessos à consolidação de nossa democracia. Discuto a contradição de praticarmos procedimentos democráticos enquanto cevamos um ancestral saudosismo de nosso passado ditatorial. Sugiro refletirmos sobre o paradoxo de parte da sociedade usar a liberdade de expressão para pedir um regime que pode acabar com ela. http://www.paraibaonline.com.br/colunista/santos/9920-somos-todos-um-bando-de-aramis---parte-i.html

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Este é o primeiro disco do Pink Floyd. Já começou assim mesmo: psicodelizado, distorcido, viajadão, cheio de efeitos! É daqueles discos para ouvir vez por outra acompanhado de algo que te dê alguma distorção mental. Aliás, o Floyd começou muito bom, esteve uma época fantástico, e terminou bom! Neste disco temos Syd Barret com Roger Waters, Rick Wright e Nicky Mason, sem David Gilmour, ainda.

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